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sexta-feira, 6 de março de 2015

"Tá cheio né!"



Atualmente por vivermos na “correria” e pela falta de tempo, muitas pessoas poderiam  optar  pelo transporte público, pois na teoria ele deveria ser útil pela sua praticidade, rapidez, e acessibilidade, mas não é essa situação que vivenciamos no dia a dia.

Conduções extremamente lotadas, pessoas espremidas como se fossem  sardinha em lata, se expondo muitas vezes a situações constrangedoras, são casos que muitos vivenciam todos os dias quando estão a espera de um ônibus. E tudo isso ocorre devido ao serviço público, serviço este em que pagamos para ter um conforto e comodidade e em troca recebemos humilhação e falta de respeito. Refletindo sobre essa situação, nos vem uma palavra que muitos, quando expostos a condições como essas, acabam se esquecendo: a ÉTICA.

A ética é a maneira como um individuo  lida com as regras morais  da sociedade. Em uma condução extremamente cheia , por exemplo, se uma pessoa está sentada em um banco comum e ela percebe que uma mulher grávida ou um idoso entrando no ônibus, pela ética esta pessoa deveria ceder o assento a quem realmente precisa, mas não é isso o que geralmente  acontece. Infelizmente a falta de respeito e de bons modos estão cada dia mais invadindo a nossa sociedade.

Mas qual seria a causa de tantos problemas?

Nos referindo ao transporte público, acreditamos que este problema esteja relacionado a falta de um maior planejamento por conta do governo. 

Geralmente os piores horários para utilizar as conduções públicas são os chamados horários de pico, onde todos estão saindo para trabalhar que são das 05h00 às 9h00 e das 17h00 às 19h30 quando todos estão retornando do trabalho. Nesses horários poderiam ser disponibilizados um maior número de ônibus, para evitar tantos transtornos. Porém se um maior número de ônibus fossem disponibilizados acabaríamos entrando em outra questão, o congestionamento. As cidades infelizmente já não conseguem comportar a quantidade de ônibus que hoje é disponibilizada pela falta de infraestrutura. Se mais conduções fossem disponibilizadas, a cidade que já vive em um terrível congestionamento se transformaria em um verdadeiro caos.

 Então cabe a população cobrar e brigar pelos seus direitos, pois além de pagarmos o transporte, também pagamos pela infraestrutura das estradas através dos impostos cobrados pelo governo , infraestrutura essa, que pagamos mas não obtemos o retorno.

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